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terça-feira, 16 de março de 2010

Capricho Fic

Concurso Capricho Fic
Tema: O que REALMENTE aconteceu naquele verão maluco (entre eu e ele).



A verdade é que aconteceram muitas coisas. Ele me trocou por futebol e bar com os amigos. Troquei o abandono por barras de chocolates, baldes de pipoca e litros e mais litros de refrigerante acompanhados das cenas mais melodramas da televisão. Tudo que se resumia a 50 kls a mais na balança.
Enquanto ele viajou com os amigos para a praia, pegava ondas e garotas. Eu ‘surfava’ na internet, buscava alguma onda boa que me levasse para longe daqui.
Verão não é a melhor época para se relacionar.
Um conselho que posso dar a mim mesma é, para que eu nunca mais me apaixone no verão.
Não bastava ele me ligar no fim de tarde, depois da cervejada enquanto a minha novela começava, estava tudo banal e doía por dentro.
Então, quase no fim de tudo, larguei a depressão de lado e fui para a festa.
Compre uma passagem só de ida para o litoral e me joguei na balada.
Cada dia um lugar diferente. Livre, leve e solta. Dona de mim mesma. Dona dos meus sentimentos e das minhas necessidades.
Um dia, depois do sol, estava arrumando minhas coisas para deixar a praia, quando uma sombra atrás de mim me fez tremer da cabeça aos pés.
Me virei com rapidez, dando de cara com ele.
Sim. Ele, o dono da minha pseudo-depressão.
Sorri com o olhar dele sobre mim. Certamente foi notado que agora eu estava bem depois de tanto mal que ele havia me causado.
Retribui ao sorriso e fui surpreendida por um beijo. Meu Deus! Falei alto sem pensar.
Então, o garoto moreno alto, corpinho gostoso que tinha todas as meninas que queria aos seus pés, e que pior, se conhecia por meu então até namorado me surpreendeu.
Tentei me afastar, fingir que não era mais o que eu queria pra mim. Mas me diz, iria adiantar alguma coisa? Não. Não iria.
Cedi às minhas necessidades. Cedi ao encanto e deixei que todo o estresse de verão passasse. Mas espera. O verão ainda não havia acabado. Ai meu Deus.
Depois de dias, várias caminhadas de mãos dadas na praia, águas de coco e beijos roubados, ele me surpreende com um novo pedido de namoro. Renovação!
Do que vai me adiantar negar sentimentos à essa altura do campeonato? Está apenas tudo começando, ou recomeçando ou se destruindo totalmente.
”Amor de verão não sobe a serra”, e agora?
O puxei para o papo relevante de nossas vidas. Relembrei da pipoca, do chocolate e da novela que vi quase metade em um curto período. Caramba. O que mais falta acontecer?
Quando ele começou a me falar do seu verão, percebi que não fui a única errada. Expôs o meu egoísmo, a minha insensibilidade. Falou de meus defeitos e do quanto me amava. Pensei em desistir. Pensei em deixa-lo ser feliz. Mas suas mãos me surpreenderem, e seus lábios sussurraram aos pés do meu ouvido.
- Casa comigo?
Conturbado, maluco, apaixonante. Depressivo, histérico, cruel. Melhor verão, não havia de ser jamais.




PS: Texto escrito por mim, me reservo no direito total sobre a obra.